O Hospital Inácia Pinto dos Santos, conhecido como Hospital da Mulher, tem um papel importante na assistência às gestantes da região. Além de atender mulheres do próprio município, a unidade recebe pacientes de outras cidades que não dispõem de estrutura adequada para a realização de partos e o atendimento de emergências obstétricas.
De acordo com Gilbert Lucas, diretora-presidente da Fundação Hospitalar, a manutenção de serviços de obstetrícia exige investimentos elevados em estrutura, equipamentos e profissionais especializados. Essa realidade dificulta a oferta do serviço em municípios menores e contribui para concentrar a demanda em maternidades de referência, como a de Feira de Santana.
Durante entrevista, Gilbert Lucas destacou que o hospital recebe diariamente gestantes de outros municípios, inclusive de localidades que não possuem pactuação formal com Feira de Santana para esse tipo de atendimento. Ela citou Santo Amaro como exemplo e ressaltou que, em situações de urgência e emergência, as pacientes precisam receber assistência.
Custo dos partos é um desafio
Outro ponto destacado pela diretora-presidente é a diferença entre o valor pago pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e o custo real da assistência hospitalar.
Segundo Gilbert Lucas, enquanto o pagamento por um parto pelo SUS fica em torno de R$ 530, o custo para o hospital pode chegar a valores entre R$ 4,5 mil e R$ 5 mil. Essa diferença representa um desafio financeiro para a manutenção dos serviços, especialmente quando a unidade recebe pacientes de outros municípios.
A diretora-presidente também chamou a atenção para as dificuldades enfrentadas por hospitais públicos, privados e Santas Casas para manter leitos obstétricos, diante dos custos necessários para garantir uma assistência segura às mães e aos bebês.




