Ser Dindo é Massa: projeto incentiva o apadrinhamento de crianças e adolescentes na Bahia

Você já pensou em fazer parte da vida de uma criança ou de um adolescente, oferecendo carinho, atenção e novas experiências? Essa é a proposta do projeto Ser Dindo é Massa, iniciativa do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) que incentiva o apadrinhamento de crianças e adolescentes que vivem em instituições de acolhimento.

A ideia é simples, mas pode fazer a diferença: aproximar esses jovens de pessoas dispostas a compartilhar tempo, conhecimentos e oportunidades. Afinal, além de cuidados básicos, toda criança precisa de afeto, atenção e experiências que contribuam para seu desenvolvimento.

Lançado em outubro de 2024, durante um congresso da Associação dos Magistrados da Bahia (AMAB), em Feira de Santana, o projeto busca envolver a sociedade na construção de novas oportunidades para crianças e adolescentes que estão afastados do convívio familiar.

Três maneiras de ser dindo ou dinda

O projeto oferece três modalidades de apadrinhamento, permitindo que cada pessoa contribua de acordo com suas possibilidades.

Dindo Afetivo: para quem deseja construir um vínculo de carinho e convivência com uma criança ou um adolescente. A proposta é compartilhar momentos, realizar passeios e proporcionar novas experiências, seguindo as orientações da equipe responsável pelo acompanhamento.

Dindo Prestador de Serviço: profissionais e empresas podem colaborar oferecendo seus conhecimentos e serviços. A iniciativa abre espaço para contribuições em diferentes áreas, de acordo com as necessidades identificadas pelo projeto.

Dindo Provedor: quem deseja ajudar, mas não tem disponibilidade para acompanhar a rotina de uma criança, pode contribuir com recursos financeiros ou materiais, como roupas, brinquedos, materiais escolares e cursos.

Assim, cada pessoa encontra uma maneira de participar e ajudar a ampliar as oportunidades desses jovens.

Quem pode participar?

De acordo com as orientações divulgadas pelo TJBA, é necessário ter pelo menos 24 anos, apresentar boa conduta e antecedentes compatíveis com a participação e não estar habilitado para adoção. Para o apadrinhamento afetivo, também é necessário residir na comarca em que se pretende atuar.

A modalidade Dindo Provedor permite a participação de pessoas de outras cidades, estados e países.

Um detalhe importante: apadrinhamento não é adoção. O objetivo é criar vínculos afetivos ou oferecer apoio material e profissional, contribuindo para o bem-estar e o desenvolvimento das crianças e dos adolescentes acolhidos.

Como se tornar padrinho ou madrinha?

Quem deseja conhecer melhor o projeto e saber como participar pode consultar as orientações disponíveis no site do Tribunal de Justiça da Bahia.

Pequenas atitudes podem fazer uma grande diferença

Ser dindo ou dinda vai muito além de presentear. É estar presente, compartilhar experiências, incentivar sonhos e ajudar a construir memórias positivas.

O projeto Ser Dindo é Massa mostra que existem diferentes formas de contribuir para uma infância com mais oportunidades. Às vezes, aquilo que parece simples para um adulto pode representar uma experiência inesquecível para uma criança.

Porque, quando o carinho encontra espaço, novas histórias também podem começar.

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